Seleção australiana aposta na força de seus jogadores na África do Sul
A cada eliminatória, a novela era a mesma. A confederação
australiana ia à Fifa e reivindicava um lugar
na classificatória asiática, já que para chegar à Copa pela
Oceania, os “Qantas Socceroos”, como são chamados os
jogadores do país, precisavam passar ainda por uma repescagem.
Para o Mundial na África do Sul, a entidade finalmente cedeu, e o
país não decepcionou. Garantiu a primeira vaga do continente,
deixando o Japão para trás em seu grupo.
Em 14 jogos, foram nove vitórias, três empates e apenas duas
derrotas, ficando com a liderança da chave A. Uma
campanha que encheu os australianos de alegria por disputar sua
terceira Copa do Mundo, a segunda seguida. Mas os torcedores do
país não esperam muito da equipe na África do Sul, a não ser uma
campanha digna, como foi na Alemanha, quando surpreenderam e foram
às oitavas.
Assim como em 2006, quando Guus Hiddink foi o treinador, a
Austrália vai à Copa com um holandês no comando: Pim Verbeek. A
bola alta continua sendo a principal jogada da seleção, mas
dois nomes também se destacam pela habilidade com a bola nos pés:
Tim Cahill e Harry Kewell. O primeiro, que joga no Everton, da
Inglaterra, foi o principal nome da equipe nas eliminatórias, sendo
o artilheiro, ao lado de Emerton, com quatro gols.
Já Kewell, atualmente no Galatasaray, da Turquia, alterna bons
momentos com outros de pura sonolência em campo, mas foi importante
na campanha australiana. Na zaga, o capitão Lucas Neill, do
Everton, foi outro destaque na competição, ao lado de companheiros
que não se firmaram. Craig Moore, ex-Newcastle, deve ser escolhido
por Verbeek como o segundo titular.
Curiosidades
- A primeira tentativa da Austrália de ir à Copa foi em 1966, na Inglaterra. Após uma decisão da Fifa de disponibilizar poucas vagas a países fora do eixo Europa/América do Sul, a Austrália deveria decidir sua participação em uma disputa contra a Coreia do Norte. Era época de Guerra Fria, e a Coreia, comunista, não era reconhecida por muitos países, incluindo o Reino Unido. Além disso, o jogo seria disputado no Camboja, forte aliado dos coreanos. Após reclamações de várias partes da Austrália, o país cedeu seu lugar na Copa para os adversários.
- Um dos mais experientes da equipe, o zagueiro Craig Moore viveu um drama pessoal que o tirou de boa parte dos jogos no início do ano. O jogador, ex-Newcastle, enfrentou um câncer de testículo, diagnosticado em novembro de 2008. Em janeiro, a doença estava curada, e Moore, de volta aos gramados.
















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