Home Data de criação : 09/07/03 Última atualização : 11/10/17 11:42 / 223 Artigos publicados

Austrália: a invasão dos 'Socceroos'  (Raio-X da Copa) escrito em domingo 06 dezembro 2009 23:33

Blog de theworldfootball :The World Football, Austrália: a invasão dos 'Socceroos'

Seleção australiana aposta na força de seus jogadores na África do Sul

A cada eliminatória, a novela era a mesma. A confederação australiana ia à Fifa e reivindicava um lugar na classificatória asiática, já que para chegar à Copa pela Oceania, os “Qantas Socceroos”, como são chamados os jogadores do país, precisavam passar ainda por uma repescagem. Para o Mundial na África do Sul, a entidade finalmente cedeu, e o país não decepcionou. Garantiu a primeira vaga do continente, deixando o Japão para trás em seu grupo.

Em 14 jogos, foram nove vitórias, três empates e apenas duas derrotas, ficando com a liderança da chave A. Uma campanha que encheu os australianos de alegria por disputar sua terceira Copa do Mundo, a segunda seguida. Mas os torcedores do país não esperam muito da equipe na África do Sul, a não ser uma campanha digna, como foi na Alemanha, quando surpreenderam e foram às oitavas.

Assim como em 2006, quando Guus Hiddink foi o treinador, a Austrália vai à Copa com um holandês no comando: Pim Verbeek. A bola alta continua sendo a principal jogada da seleção, mas dois nomes também se destacam pela habilidade com a bola nos pés: Tim Cahill e Harry Kewell. O primeiro, que joga no Everton, da Inglaterra, foi o principal nome da equipe nas eliminatórias, sendo o artilheiro, ao lado de Emerton, com quatro gols.

Já Kewell, atualmente no Galatasaray, da Turquia, alterna bons momentos com outros de pura sonolência em campo, mas foi importante na campanha australiana. Na zaga, o capitão Lucas Neill, do Everton, foi outro destaque na competição, ao lado de companheiros que não se firmaram. Craig Moore, ex-Newcastle, deve ser escolhido por Verbeek como o segundo titular.

Curiosidades

 - A primeira tentativa da Austrália  de ir à Copa foi em 1966, na Inglaterra. Após uma decisão da Fifa de disponibilizar poucas vagas a países fora do eixo Europa/América do Sul, a Austrália deveria decidir sua participação em uma disputa contra a Coreia do Norte. Era época de Guerra Fria, e a Coreia, comunista, não era reconhecida por muitos países, incluindo o Reino Unido. Além disso, o jogo seria disputado no Camboja, forte aliado dos coreanos. Após reclamações de várias partes da Austrália, o país cedeu seu lugar na Copa para os adversários.

 - Um dos mais experientes da equipe, o zagueiro Craig Moore viveu um drama pessoal que o tirou de boa parte dos jogos no início do ano. O jogador, ex-Newcastle, enfrentou um câncer de testículo, diagnosticado em novembro de 2008. Em janeiro, a doença estava curada, e Moore, de volta aos gramados.

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Argentina: a hora da estrela individual  (Raio-X da Copa) escrito em domingo 06 dezembro 2009 23:22

Blog de theworldfootball :The World Football, Argentina: a hora da estrela individual

Num mar de desconfiança, Maradona vê seleção quase ir à repescagem nas eliminatórias. Sem o futebol coletivo, aposta cai sobre Lionel Messi

O torcedor otimista imaginou a Argentina brilhando sob comando do maior dos ídolos, Diego Maradona. O pessimista viu o anúncio de “El Diez” como técnico da seleção com ressalvas, mas certamente não esperava tamanho sufoco e tanta confusão. Jogadores contestados e de qualidade duvidosa com a camisa alviceleste, quase 90 jogadores utilizados em pouco mais de um ano, destaques sequer convocados... São muitos os motivos que explicam a imensa desconfiança sobre os hermanos.

Dentro de campo, os resultados foram desastrosos. A começar pela goleada imposta pela Bolívia, em La Paz, por 6 a 1, a maior da história argentina. Derrotas como para o Brasil, no Gigante de Arroyito, ajudaram a deixar a Argentina somente com 28 pontos na classificação final das eliminatórias, 15 a menos do que para o Mundial de 2002.

A geração, no entanto, não aparenta passar por problemas técnicos, apesar de Messi não jogar o futebol que o fez famoso no Barcelona. O ataque conta com as mais opções variadas, como Higuaín, Tevez, Agüero e Diego Milito. No meio-campo, Mascherano, Gago, Cambiasso, Verón, Maxi Rodríguez e até mesmo Riquelme, que seria a estrela da companhia se não tivesse desavenças com Maradona. Material de qualidade que pode ser melhor aproveitado até junho.

Curiosidades

 - Em 1966, em um jogo entre Inglaterra e Argentina, o jogador Rattin, capitão dos argentinos, exigiu a presença de um intérprete, já que o juiz só falava inglês. O árbitro interpretou o ato como indisciplina e expulsou o jogador. Após o fato ter sido repercutido pela imprensa, a Fifa adotou o uso dos cartões vermelho e amarelo como uma solução ao problema de idiomas diferentes, como uma linguagem universal.

- Luis Felipe Monti foi o primeiro jogador a defender mais de uma seleção em Copas: Argentina, em 1930, e Itália, em 1934. Puskas (Hungria e Espanha), Santamaría (Uruguai e Espanha) e Mazzola (Brasil e Itália) são outros.

  - O centroavante argentino Manuel Ferreyra não pôde jogar contra o México, pela Copa de 1930, por ter prova da faculdade no mesmo dia. Melhor para o substituto Guillermo Stábile, que fez três gols na partida, ganhou a posição de titular, e terminou a competição como artilheiro. Ferreyra, posteriormente, foi colocado como ponta direita da seleção Argentina. 

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Portugal: nos pés de Cristiano Ronaldo  (Raio-X da Copa) escrito em domingo 06 dezembro 2009 23:12

Blog de theworldfootball :The World Football, Portugal: nos pés de Cristiano Ronaldo

Brilho do melhor jogador do mundo de 2008 é a esperança de voos mais altos para a seleção portuguesa na Copa da África do Sul

A história de Portugal nas Copas do Mundo é curta e cheia de altos e baixos. O país esteve presente em apenas quatro edições do torneio. Em duas delas, foi semifinalista (1966 e 2006). Nas outras duas, não passou da primeira fase (1986 e 2002). Desta vez, os portugueses contam com um dos melhores jogadores do mundo em seu elenco para tentar voar mais alto: Cristiano Ronaldo.

 A campanha nas eliminatórias foi desanimadora no início, mas o time do técnico Carlos Queiroz teve fôlego para reagir e buscar a vaga na repescagem, contra a Bósnia. Cristiano Ronaldo, por sinal, nem sequer foi a campo nos dois jogos mata-mata, por conta de uma lesão no tornozelo direito.

 Quem teve papel importante na guinada de Portugal foi o atacante Liedson. Brasileiro naturalizado, o Levezinho, como é chamado pelos lusitanos, estreou num jogo decisivo contra a Dinamarca e fez o gol que decretou o empate por 1 a 1. Outros dois brasileiros de nascimento integram a seleção portuguesa: o zagueiro Pepe e o meia Deco.

Curiosidades

 - Portugal protagonizou a maior virada da história das Copas: depois de começar perdendo por 3 a 0 para a Coreia do Norte, nas quartas de final da Copa de 1966, conseguiu vencer por 5 a 3. Apenas mais uma vez uma seleção levou 3 a 0 e virou: foi a Áustria, que bateu a anfitriã Suíça por 7 a 5 em 1954.

 - Nas duas grandes campanhas que Portugal fez em Copas (terceiro lugar em 1966 e quarto lugar em 2006), a seleção era comandada por técnicos brasileiros. Otto Glória era o treinador na Copa da Inglaterra, e Luiz Felipe Scolari, na da Alemanha. Em suas outras duas participações em Copas, em 1986 e 2002, quando caiu na primeira fase, Portugal tinha como técnicos os lusitanos José Torres e António Oliveira, respectivamente.

 - Eusébio, maior jogador da história do futebol português, é nascido em Moçambique (antiga colônia portuguesa na África, país independente desde 1975).

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Argélia: agora são 11 Zidanes  (Raio-X da Copa) escrito em domingo 06 dezembro 2009 00:56

Blog de theworldfootball :The World Football, Argélia: agora são 11 Zidanes

Acostumada a torcer pelo ex-camisa 10 da França, torcida argelina volta a apoiar a sua seleção em uma Copa do Mundo após 24 anos de ausência

As estatísticas apontam que a Argélia volta a uma Copa do Mundo depois de 24 anos. Mas dizer que o país esteve tanto tempo distante do torneio é uma meia-verdade, uma verdade contada apenas pelos números. Porque nos últimos três Mundiais, sempre que a França entrava em campo, os argelinos corriam para a TV para ver o seu ídolo. Eles se enxergavam em Zinedine Zidane, o francês filho de argelinos, e assim viveram as vitórias e derrotas francesas, as cabeçadas de 1998 e de 2006, como se aquela fosse a história deles.

Para você, brasileiro pentacampeão mundial, pode parecer exagero. E talvez seja mesmo. Só que para um país que ama o futebol, mas que raramente se vê em uma Copa do Mundo, não é. Isso explica um pouco a fome com que os argelinos entraram no jogo decisivo contra o Egito, todo o drama que cercou a partida e a festa da classificação nas ruas - tanto da capital Argel quanto dos imigrantes em Paris. Explica também por que um time limitado lutou tanto para chegar à maior festa do futebol mundial. Aquela, afinal, era uma oportunidade única para toda uma geração de jogadores e, talvez, também para uma geração inteira de torcedores.

A Argélia não tem nenhum grande jogador. Metade do time atua em clubes médios ou pequenos da Europa e a outra metade no futebol local. O ídolo é Rafik Saifi, 18 gols, sexto maior artilheiro da história da seleção. O time atual, no entanto, não parece ter o fôlego daquele de 1982, que venceu duas partidas na Copa e só não se classificou por causa do jogo de compadres entre Áustria e Alemanha Ocidental.

Se jogar como fez nas eliminatórias, a Argélia não deve incomodar os favoritos desta vez. Mas certamente correrá tanto que mostrará o quanto vale o simples fato de estar em uma Copa do Mundo. Em 2010, os torcedores argelinos não irão tão longe quanto foram em 1998 ou 2006, mas provavelmente vão se divertir muito mais. Porque seja qual for o resultado, desta vez eles verão 11 Zidanes em campo.

Curiosidades

 - O apelido da seleção da Argélia é Fennec, nome de um tipo de raposa encontrada no deserto do Saara.

 - O único título argelino foi a Copa Africana das Nações, em 1990, quando organizou a competição e venceu a final sobre a Nigéria.

 - O técnico que classificou a Argélia para a Copa de 2010 é o mesmo que dirigiu a seleção em seu último Mundial, em 1986: Rabah Saadane. O treinador já foi militar e serviu no Egito, país que ajudou a eliminar nos confrontos históricos nas eliminatórias recentemente.

 - Em sua primeira partida de Copa, em 1982, surpreendeu o mundo ao bater a Alemanha Ocidental por 2 a 1. Ganhou também do Chile, mas acabou eliminada com a vitória da Alemanha por 1 a 0 sobre a Áustria, em um jogo em que os dois europeus simplesmente abdicaram do ataque porque o placar da partida classificava os dois. Enfrentou o Brasil na primeira fase do Mundial de 1986 e perdeu por 1 a 0. Acabou na lanterna do grupo.

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Alemanha: eterna favorita chega renovada  (Raio-X da Copa) escrito em domingo 06 dezembro 2009 00:51

Blog de theworldfootball :The World Football, Alemanha: eterna favorita chega renovada

Craques consagrados, como Ballack e Klose, ganham reforço de jovens do naipe de Beck, Tasci e Ozil no time do técnico Joachim Löw

Rotulada como favorita em qualquer disputa pela tradição de chegada, a Alemanha se apresenta para a Copa do Mundo de 2010 credenciada não apenas pela mística. As campanhas recentes colocam os tricampeões mundiais entre os principais destaques para o Mundial da África do Sul.

Depois de ficar em terceiro lugar na Copa de 2006, a Alemanha foi vice-campeã da Eurocopa de 2008, perdendo a final para a Espanha. Nas eliminatórias para 2010, os alemães terminaram invictos no Grupo 4, com oito vitórias e dois empates.

O time comandado pelo técnico Joachim Löw foi renovado nos últimos anos. Jovens como os defensores Beck e Tasci, assim como o meia Ozil, ganharam espaço nas convocações recentes. O atacante Cacau, brasileiro naturalizado alemão, também vem tendo oportunidades na equipe e deve estar no grupo que vai à Copa do Mundo.

Curiosidades

 - Os três títulos dos alemães foram conquistados sob a bandeira da "Alemanha Ocidental" (1954, 1974 e 1990). Desde a reunificação, a melhor colocação dos alemães foi o vice em 2002 (derrotados pelo Brasil).

 - Lothar Matthäus, principal jogador na campanha vitoriosa de 1990, divide com o mexicano Carbajal o recorde de participações em Copas: foram cinco (entre 1982 e 1998).

 - O uniforme da seleção alemã (camisa branca e calção negro) é inspirado nas cores da bandeira da Prússia (estado que fazia parte do norte da Alemanha no fim do século XIX e no início do século XX).

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